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Execução fiscal contra a empresa: o que fazer nos primeiros 30 dias

Publicado em 22 de agosto de 2026 · Victor Negrini Goldani

Se a sua empresa foi citada em uma execução fiscal, o prazo mais urgente é o de 5 dias para pagar a dívida ou garantir o juízo (por depósito, fiança bancária, seguro garantia ou penhora de bens). Sem essa garantia, a Fazenda Pública pode penhorar bens da empresa diretamente. Depois de garantido o juízo, a empresa tem 30 dias para apresentar embargos à execução, a principal via de defesa nesse tipo de processo.

O que é uma execução fiscal

A execução fiscal é o processo judicial que a Fazenda Pública, federal, estadual ou municipal, usa para cobrar um débito já inscrito em dívida ativa. O título que embasa a cobrança é a Certidão de Dívida Ativa (CDA), documento que goza de presunção de certeza e liquidez, o que inverte parte do ônus da prova em favor do Fisco.

Os prazos que contam a partir da citação

Como garantir o juízo

A garantia pode ser feita de diferentes formas, entre elas:

Quais defesas são possíveis

As duas principais vias de defesa em uma execução fiscal são:

O risco de a dívida recair sobre os sócios

Em regra, a dívida tributária é da empresa (pessoa jurídica), e o patrimônio pessoal dos sócios não responde por ela. No entanto, em hipóteses específicas, como dissolução irregular da empresa ou confusão patrimonial, a execução pode ser redirecionada contra sócios e administradores.

Cada execução fiscal tem particularidades próprias, ligadas ao tributo cobrado, ao valor e ao histórico da empresa. Uma análise jurídica do processo específico é sempre recomendável antes de decidir qual caminho seguir.

Perguntas Frequentes

O que acontece se eu não fizer nada depois de ser citado?

A Fazenda Pública pode penhorar bens da empresa diretamente, e os juros e a multa continuam correndo sobre o débito enquanto ele não for pago ou negociado.

É possível parcelar a dívida mesmo depois de a execução ter começado?

Sim. O parcelamento ou a transação tributária podem ser feitos mesmo com a execução fiscal em curso, e normalmente suspendem o andamento do processo enquanto o acordo estiver sendo cumprido.

Posso perder meus bens pessoais por uma dívida da empresa?

Em regra, não. Mas existem hipóteses de redirecionamento da execução contra sócios e administradores, especialmente em casos de dissolução irregular da empresa.

Qual a diferença entre embargos à execução e exceção de pré-executividade?

Os embargos exigem garantia prévia do juízo e permitem discutir uma gama maior de matérias. A exceção de pré-executividade não exige garantia, mas só cabe para questões que o juiz pode reconhecer de ofício, como a prescrição manifesta.

Quanto tempo demora uma execução fiscal?

Varia muito conforme a complexidade do caso, o valor da dívida e a existência de recursos. Pode levar de poucos meses a vários anos até uma solução definitiva.

Sua empresa foi citada em execução fiscal? Fale com o escritório ou conheça nossa área de Direito Tributário.

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VG
Victor Negrini Goldani OAB/SC 52.935 · Advogado, Sócio